domingo, 1 de março de 2009

Cultura do café


Quando cheguei por aqui, primeiro em Houston, depois em Las Vegas, ou mesmo quando via em filmes, não entendia muito bem porque todo mundo toma aqueles cafés em copões do Starbucks o tempo todo. É impressionante, do executivo que anda pela Wall Street ao motorista da van que me trouxe aos hostel, todos estão sempre com um copão daqueles com um furinho pequeno para você beber a "beverage".

O motivo é simples: o café aquece! Você anda na rua tomando um café daqueles (eu adoro o Café Mocha) e não sente frio. Você consegue andar por muito mais tempo no frio tomando um café. Ou seja, há um motivo praquilo acontecer. Não é apenas uma mania importada de filmes.

E assim como há motivos para ser assim aqui, não há para ser assim aí no Rio. Mesmo no inverno daí, não dá pra andar tomando um café na rua. Você vai suar em bicas.

Agora sim, a neve


É galera, conforme previsto pela metorologia americana (os caras são muito bons mesmo, acertam até a hora dos eventos), está nevando e nevando muito em NY. O NYT diz que serão 6 feet de neve. É neve pra caceta.

Foi só eu sair do Madame Tussauds e lá estava a neve, linda, leve e branca. Para quem não a viu, é como se fosse uma chuva, mas daqueles pequenos cristaizinhos que eu já mencionei num post anterior. Você não sente mais frio porque está nevando. Aliás, de manhã, sem neve, estava muito mais frio. O problema todo do frio é o vento. Quando pára de ventar, você aguenta numa boa.

Bem neve, muito prazer em conhecê-la!

Madame Tussauds





Bem, são 22h15m e acabo de chegar do "Madame Tussauds", o famoso museu de cêra de NY. Aquilo é fantástico. No primeiro salão vc se depara com uma festa, onde todos os famosos estão lá, esperando por você. Logo à direita, Ozzy Osbourne, com a esposa. Mais uns passos e tem Hugh Grant sorrindo pras câmeras. Você anda mais um pouco e lá está Harisson Ford com um ar meio blasé.

Logo à esquerda está a Julia Roberts e mais a frente, a Whoopy Goldberg. Morgan Freeman, Brad Pitt e Angelina Jolie, além do Johnny Depp, completam o show.

O bacana é que chega certos momentos que você não sabe quem é boneco de cêra e quem é gente de verdade. Em alguns casos, você chega a ficar com medo de encarar o boneco, porque parece que ele vai tomar vida a qualquer minuto.

Na sala seguinte, você passa por um freak show, com pessoas de verdade te dando sustos. Bem, achei sem graça.

Logo depois, vários ídolos do esporte, da música, etc. Muito bacana Os Beatles sentados tocando, o James Brown, o Pelé (mais novo), o Senna, a Tina Tuner, o Evander Holyfield.

Antes de sair, você ainda passa por um videokê, na verdade, um palco do American Idols, em que você pode cantar uma música, ter o seu video gravado e o levar pra casa num DVD. Para fechar, você ainda passa num cinema 4D (imbecis, a quarta dimensão é o tempo...), em que você vê cenas da natureza complementada por brisas bem reais, um spray de água na nuca, cutucões na cadeira, tremores e tudo mais. Maravilhoso. Parece que realmente você está vivendo aquela cena.

Vou sentir saudades daqui.

O pessoal aqui sabe como entreter melhor do que ninguém.

Central Park


O Central Park, acho que todos já sabem, é gigante. E muito bonito também. Pais jogando football com os filhos, corredores, ciclistas e, claro, nós os turistas. O parque, encravado no meio da cidade, tem ainda uns lagos/lagoas bem grandes. Como faz frio naquele lugar.

E finalmente, nevou!!!


Tá certo, foi uma neve fininha e que não durou mais que uma hora. Mas pude ver pela primeira vez os cristaizinhos que formam a neve. São iguais àquele símbolo do ar condicionado no carro. Bem legal. Mas o frio...é insuportável....saudades do Rio.

Argentinos...

Acabou de chegar um argentino aqui no albergue e já fez uma presepada: "A Argentina não é só Buenos Aires. Para se conhecer a beleza do país, tem pecorrê-lo de ponta a ponta". Ah, sai pra lá. Bonito é o Brasil!

Previsão do tempo

Light snow during the morning will give way to cloudy skies during the afternoon. Temps nearly steady in the mid 30s. Winds NNE at 10 to 20 mph. Chance of snow 60%. Snow accumulations less than one inch.

Em bom português: 60% de chance de nevar amanhã!

PS: Acabo de ver um ratinho aqui no albergue. Bonitinho...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

WTC


Não senti nada demais quando vi o local onde ficavam as torres gêmeas. Sim, o lugar é enorme e fundo. Sim, milhares de pessoas morreram ali. Sim, é triste. Mas não dá pra ficar emocionado vendo aquele "buraco" onde ficavam as torres. As vidas realmente não voltam, mas os prédios já estão sendo reconstruídos e daqui há alguns anos devem estar lá, de pé.

Pelo menos até que um árabe maluco jogue um avião contra elas...

PS: Um cara hoje, no entorno do "ground zero", estava falando sobre várias teorias conspiratórias sobre o evento do 9/11 (11 de setembro). Uma delas era que as fotos do atentado mostram uma explosão sincronizada nos andares abaixo de onde o avião bateu. Outra era que os vídeos do avião que teria caído no Pentagono até hoje não foram liberados. E aí ele misturou a crise financeira mundial e fez uma limonada. Tantos anos depois e como ainda se fala nisso.

Como diria um alto executivo do setor de energia: "La criatividad humana no tiene limites".

Emoções


Depois da chegada caótica de ontem, as coisas mudaram por aqui. Hoje foi um dia perfeito e de dois momentos emocionantes!

Não, não teve nada a ver com os escombros (!) do WTC, mas sim um concurso de corais no Winter Garden, um espaço dentro do World Financial Center, com um lindo vitral. Nunca vi algo tão emocionante. Um coral mais bonito que o outro. E não, não eram músicas chatas. Todas eram bem agitadas e dancantes. As vozes eram lindas. O local estava lotado e algumas empresas distribuíam comida, bebidas e outros produtos para fazerem propaganda. Muito legal. Um dos momentos altos do dia.

O outro ponto alto do dia foi quando comecei a me aproximar do Times Square. Sempre via esse "quarteirão" nos filmes róliudianos e sonhava estar ali. Hoje, quando me vi ali, em carne e osso, me emocionei realmente. Culpa desses filmes que vemos a vida toda. Fazer o que? Ou, como diz o Mike Loughlin, me companheiro de viagem em Houston e Las Vegas, "What can I say"?

A chegada

A chegada à NY, pelo JFK, foi caótica. Depois de um voo de 5h em que tive que pagar US$ 8 para comer um sanduíche muito do ruim, cheguei à Big Apple às 23h41m. A mala veio rápido, tudo dando certo. Me dirijo à saída à procura da van que reservei por US$ 19 para me levar ao albergue e...voilá...ela não está lá, é óbvio. Me dirijo ao "Ground Transportation Information" e para minha surpresa (ohhh!), não tinha ninguém por lá.

Começo a fica puto, quando avisto uma série de telefones e um deles, com o nome da minha empresa de van. Ligo para lá e o rapaz, num inglês provavelmente falado por um africano, me diz que em 20 minutos a van chegaria ao aeroporto. 40 minutos depois estou eu novamente ligando para a companhia e sou novamente informado que de sete a dez minutos a van chegaria.

De fato chegou, mas para meu desespero ainda foi buscar uns outros seis passageiros. E para piorar (sempre pode piorar) fui o penúltimo a ser deixado no hotel.
E olha como sempre pode piorar: na porta do albergue tinha uns malucos - um asiático e dois negros - falando coisas sem sentido. Toquei a campahinha e nada de ninguém atender. Comecei a ficar nervoso e o asiático começou a falar algo comigo. Peguei o celular, quando comecei a discar para o albergue, o dono desceu e abriu a porta para mim. E ainda me disse: They are no big deal (Eles não são de nada)

Que medo...