sábado, 28 de fevereiro de 2009

WTC


Não senti nada demais quando vi o local onde ficavam as torres gêmeas. Sim, o lugar é enorme e fundo. Sim, milhares de pessoas morreram ali. Sim, é triste. Mas não dá pra ficar emocionado vendo aquele "buraco" onde ficavam as torres. As vidas realmente não voltam, mas os prédios já estão sendo reconstruídos e daqui há alguns anos devem estar lá, de pé.

Pelo menos até que um árabe maluco jogue um avião contra elas...

PS: Um cara hoje, no entorno do "ground zero", estava falando sobre várias teorias conspiratórias sobre o evento do 9/11 (11 de setembro). Uma delas era que as fotos do atentado mostram uma explosão sincronizada nos andares abaixo de onde o avião bateu. Outra era que os vídeos do avião que teria caído no Pentagono até hoje não foram liberados. E aí ele misturou a crise financeira mundial e fez uma limonada. Tantos anos depois e como ainda se fala nisso.

Como diria um alto executivo do setor de energia: "La criatividad humana no tiene limites".

Emoções


Depois da chegada caótica de ontem, as coisas mudaram por aqui. Hoje foi um dia perfeito e de dois momentos emocionantes!

Não, não teve nada a ver com os escombros (!) do WTC, mas sim um concurso de corais no Winter Garden, um espaço dentro do World Financial Center, com um lindo vitral. Nunca vi algo tão emocionante. Um coral mais bonito que o outro. E não, não eram músicas chatas. Todas eram bem agitadas e dancantes. As vozes eram lindas. O local estava lotado e algumas empresas distribuíam comida, bebidas e outros produtos para fazerem propaganda. Muito legal. Um dos momentos altos do dia.

O outro ponto alto do dia foi quando comecei a me aproximar do Times Square. Sempre via esse "quarteirão" nos filmes róliudianos e sonhava estar ali. Hoje, quando me vi ali, em carne e osso, me emocionei realmente. Culpa desses filmes que vemos a vida toda. Fazer o que? Ou, como diz o Mike Loughlin, me companheiro de viagem em Houston e Las Vegas, "What can I say"?

A chegada

A chegada à NY, pelo JFK, foi caótica. Depois de um voo de 5h em que tive que pagar US$ 8 para comer um sanduíche muito do ruim, cheguei à Big Apple às 23h41m. A mala veio rápido, tudo dando certo. Me dirijo à saída à procura da van que reservei por US$ 19 para me levar ao albergue e...voilá...ela não está lá, é óbvio. Me dirijo ao "Ground Transportation Information" e para minha surpresa (ohhh!), não tinha ninguém por lá.

Começo a fica puto, quando avisto uma série de telefones e um deles, com o nome da minha empresa de van. Ligo para lá e o rapaz, num inglês provavelmente falado por um africano, me diz que em 20 minutos a van chegaria ao aeroporto. 40 minutos depois estou eu novamente ligando para a companhia e sou novamente informado que de sete a dez minutos a van chegaria.

De fato chegou, mas para meu desespero ainda foi buscar uns outros seis passageiros. E para piorar (sempre pode piorar) fui o penúltimo a ser deixado no hotel.
E olha como sempre pode piorar: na porta do albergue tinha uns malucos - um asiático e dois negros - falando coisas sem sentido. Toquei a campahinha e nada de ninguém atender. Comecei a ficar nervoso e o asiático começou a falar algo comigo. Peguei o celular, quando comecei a discar para o albergue, o dono desceu e abriu a porta para mim. E ainda me disse: They are no big deal (Eles não são de nada)

Que medo...